...agradam-me estas conversas de café...
Assim como o joão gonçalves, também não sou purista, mas penso que, quem tem na sua mão um veículo clássico, (e aqui chamo de clássico, a um 2cv até 1970), com uma produção algo limitada, ou já rara pelos anos e bem conservada, o deva manter o mais fiel possível à sua produção. Só assim se consegue ter valor no automóvel que se possui e manter um "museu" histórico itenerante, na vida de 90 anos da citroen.
Porém, se fosse esse o meu caso, agradar-me-ía possuir ao mesmo tempo, um 2cv de livre estética, feito à minha medida... isto porque o 2cv será dos poucos veículos automóveis a merecer essa liberdade (é a liberdade em 4 rodas por excelência), e porque a sua arquitectura estética e o seu conceito moldam-se completamente aos devaneios pessoais de cada um... como se fosse uma tela em branco que cada um pintaria ao seu gosto pessoal.
Se existem, mesmo em portugal, exemplares belíssimos que são fiéis à saída do modelo, também é um facto que a multiplicidade estética dá um colorido e uma riqueza que estão indissociáveis ao êxito do 2cv ao longo destas décadas. Aliás, aí é que reside um dos factores que nos fazem apaixonar pelo carro; a sua simplicidade funciona como uma extensão do seu dono(s) e como suporte à sua criatividade e gostos pessoais.
Quanto à jantes (aos tampões); um Dyane, pelas suas linhas mais rígidas, exige quase sempre os elementos que lhe configuram em contraponto alguma classe.
E depois, cada carro no seu todo será um caso. E dou um exemplo carismático; um 2cv preto que contenha cromados, terá um ar distinto, de sobriedade e bom gosto... um 2cv multicolor e cortado, terá um ar engraçado, jovial, irreverente e alegre...
Bom dia para todos
